VACINAS
ADULTOS

  • Tríplice bacteriana tipo adulto (dTpa)

TRÍPLICE BACTERIANA TIPO ADULTO (DTPA)

Esta vacina protege contra três doenças infecciosas causadas por bactérias: difteria, tétano e coqueluche. Ela contém toxinas modificadas das bactérias que causam difteria e tétano, além de partículas da bactéria causadora da coqueluche. Por não conter a bactéria inteira (acelular), a vacina é menos reatogênica e não oferece qualquer risco de provocar estas doenças em quem a recebe.

Quando tomar: A Tríplice Bacteriana Adulto (dTpa) deve ser tomada como reforço a cada 10 anos. Habitualmente é indicada uma dose aos 15 anos de idade e a partir daí a cada 10 anos, por toda a vida. Ela também é indicada para gestantes a partir da 20ª semana de gestação.

Aplicação: Intramuscular.

Contraindicação: Pessoas que apresentem alergia severa a algum dos componentes da fórmula ou após a primeira dose.

A importância da prevenção: Esta vacina é um importante reforço para as doses tomadas durante a infância, especialmente para as gestantes e também para adolescentes e adultos que convivem com crianças pequenas inclusive cuidadores. A vacinação da gestante tem como principal objetivo a prevenção do recém-nascido durante seus primeiros meses de vida, até que ele obtenha proteção através da sua própria vacinação.

A difteria, provocada pela bactéria Corynebacteriumdiphteriae, é uma doença infectocontagiosa respiratória que atinge a faringe, a laringe e as amígdalas. É muito comum na infância, especialmente após gripes e resfriados em crianças não imunizadas. Pode provocar complicações graves, como a inflamação da epiglote, que pode levar ao sufocamento. Arritmia cardíaca e insuficiência renal também podem surgir em casos mais severos da difteria.

O tétano, embora não seja contagioso, é uma perigosa doença infecciosa que atinge o organismo por meio de lesões na pele (cortes, arranhões, mordidas) provocadas por animais e ambientes contaminados. A doença é provocada pela bactéria Clostridium tetani, que também pode se alojar na terra, plantas ou objetos contaminados (a ferrugem é um bom habitat para a bactéria, sendo comum a preocupação com cortes em metais enferrujados). O tétano provoca rigidez muscular e ameaça a vida caso atinja os músculos respiratórios.

Já a coqueluche, também conhecida como tosse comprida ou pertussis, é provocada pela bactéria Bordetellapertussis. É uma doença muito contagiosa, transmitida por saliva e gotículas expelidas pelo doente ao tossir, espirrar ou falar. Após uma fase de tosse com bastante catarro, o paciente passa a exibir acessos de tosse intensa, nos quais fica difícil até mesmo respirar. A doença é mais perigosa em crianças.

TRÍPLICE VIRAL – SCR

A vacina Tríplice Viral (SCR) protege contra três doenças infecciosas provocadas por vírus: o sarampo, a caxumba e a rubéola. Ela contém formas atenuadas (enfraquecidas) destes vírus, e pode, após alguns dias, provocar reações, como febre e vermelhidão na pele (“rash” cutâneo), dores articulares.

Quando tomar: Adultos devem tomar de uma a duas doses, de acordo com o histórico de vacinação, com intervalo mínimo de 4 semanas entre as doses.

Aplicação: Subcutânea.

Contraindicação: Gestantes, pessoas com a imunidade comprometida e alérgicos a componentes da fórmula.

A importância da prevenção: É importante adultos receberem esta imunização para que o sarampo e a rubéola permaneçam eliminadas no Brasil. A caxumba ainda ocorrem com freqüência surtos da doença. Para uma proteção mais efetiva é recomendado que o indivíduo receba duas doses da vacina tríplice viral.

O sarampo é altamente contagioso e pode ser potencialmente grave. A transmissão se dá pelas secreções eliminadas no espirro ou na tosse. O principal sintoma é o aparecimento de manchas avermelhadas na pele, além de febre, tosse, conjuntivite e muito mal-estar.

A caxumba também é infectocontagiosa e provoca inflamação das glândulas que ficam na região do maxilar e do pescoço, como as parótidas, submaxilares e sublinguais. Entre as possíveis complicações estão as inflamações de testículos ou ovários. A caxumba também pode evoluir para meningite, pancreatite e até provocar a surdez.

O principal cuidado em relação à rubéola é evitar o contágio em gestantes, uma vez que a forma congênita da doença é a mais grave e pode provocar malformação no feto – como surdez e problemas de visão. A doença é infectocontagiosa e apresenta manchas avermelhadas, febre, gânglios e dores no corpo.

HEPATITE A E HEPATITE B COMBINADAS

A vacina contra as hepatites A e B possui na mesma formulação o vírus inativado da hepatite A e de partículas do vírus da hepatite B. Por isso, ela não oferece risco algum de provocar essas doenças.

Quando tomar: Esta vacina é interessante para adultos que nunca foram vacinados contra as duas formas de hepatite (A e B). Neste caso, a vacinação deve ocorrer o mais precocemente possível. Após os 16 anos, são recomendadas três doses, sendo a segunda um mês após a primeira e a terceira seis meses após a primeira dose.(0-1- 6 meses)

Aplicação: Intramuscular.

Contraindicação: Pessoas que apresentaram forma grave de alergia após a primeira dose e pessoas que apresentaram púrpura trombocitopênica após a aplicação de vacina contra a hepatite B.

A importância da prevenção: A Hepatite A, cujo vírus é transmitido via fecal- oral, costuma ser mais agressiva quando o paciente é adulto, podendo levar a uma forma fulminante da infecção, comprometendo o fígado de forma irreversível. A forma de transmissão torna possível de infecção durante o ato sexual, porém a forma mais comum de transmissão se dá através da ingesta de alimentos ou água contaminados com o vírus.

A Hepatite B, causada pelo vírus VHB, também pode comprometer o fígado e evoluir para cirrose hepática ou câncer no órgão. É transmitida pelo sangue, saliva, sêmen e secreções vaginas (por isso também é considerada sexualmente transmissível).

VARICELA (CATAPORA)

A vacina contra a Varicela, ou catapora, é feita a partir do vírus enfraquecido (atenuado) e protege contra esta conhecida doença infectocontagiosa.

Quando tomar:  Adultos que nunca tiveram Varicela (Catapora) devem tomar a vacina em duas doses, com intervalo de 4 a 8 semanas.

Aplicação: Subcutânea.

Contraindicação: Pessoas com alergia a um dos componentes da fórmula, ou que tiveram alergia após a primeira aplicação. Gestantes também devem evitar esta vacina. Pessoas com o sistema imunológico comprometido devem consultar antes um médico.

A importância da prevenção: Altamente contagiosa, a Varicela (ou Catapora) costuma apresentar consequências mais graves em adultos, podendo levar a outras infecções, como pneumonia, encefalite e problemas de pela. A Varicela é causada pelo vírus Varicela-Zóster, que, mesmo após a cura, fica latente no organismo e pode reativar anos depois na forma de outra doença, a Herpes- Zóster. Os primeiros sintomas da Varicela são febre alta e mal-estar, e até 48 horas depois surgem manchas na pele que se tornam pequenas bolhas cheias de líquido. Embora provoquem muita coceira, é preciso evitar coçá-las a fim de evitar infecções por bactérias.

GRIPE(INFLUENZA)

A vacina Influenza, ou gripe, que dispomos, é formulada a partir de vírus inativados (portanto não há risco de “dar gripe”). Existem dois tipos desta vacina: a trivalente, que protege contra duas cepas de vírus influenza A e uma de vírus B, e a quadrivalente, que protege contra duas cepas de vírus A e duas de vírus B.

A cada ano a composição da vacina sofre alterações de acordo com a cepa de vírus que deve ser mais prevalente durante o inverno em cada um dos nos dois hemisférios, de acordo com observações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Existe uma vacina própria para o hemisfério norte e outra para o hemisfério sul.

Quando tomar: Em dose única, anualmente, nos meses que antecedem o inverno.

Aplicação: Intramuscular.

Contraindicação: Pessoas com alergia grave a um dos componentes da fórmula (atenção, a proteína do ovo de galinha é um dos componentes) ou a aplicações anteriores da vacina.

A importância da prevenção: A influenza, ou gripe, pode provocar sérias complicações – especialmente respiratórias (pneumonia) – em crianças e idosos, além de pacientes portadores de doenças cardíacas, diabetes, obesidade e imunodeficiências. Esta poderosa virose atinge de 5% a 10% da população adulta do mundo a cada ano, e até 20% a 30% das crianças. Os adolescentes devem se imunizar para evitar tais complicações de saúde, e também para conter o ciclo de infecção dos surtos.

HPV

Esta vacina protege contra o Papilomavírus Humano (HPV, na sigla em inglês) e foi desenvolvida a partir de proteínas do vírus, sendo uma vacina não viva, e , portanto, sem risco de causar a doença após a sua administração. O papilomavírus humano é uma DST (doença sexualmente transmissível) muito frequente, que provoca verrugas genitais e pode levar ao câncer do colo de útero, vulva, vagina ou ânus, alem da orofaringe (garganta) e pênis.

Estão licenciadas no Brasil duas vacinas contra o HPV. A bivalente que protege contra os tipos de vírus 16 e 18, que causam câncer e a quadrivalente que imuniza contra quatro tipos (6, 11, 16 e 18), ou seja, tipos relacionados a câncer e a verrugas genitais.

Quando tomar: Meninas e mulheres devem tomar a partir dos 9 anos de idade, em duas ou três doses, conforme a idade (esquema de duas doses = 0 e 6 meses e esquema de três doses = 0, 2 e 6 meses), obedecendo a indicação médica para a forma bivalente ou quadrivalente. Meninos e homens devem se imunizar entre os 9 e 26 anos de idade, com o mesmo intervalo para duas ou três doses, apenas com a forma quadrivalente da vacina.

Aplicação: Intramuscular.

Contraindicação: Gestantes e pessoas que apresentaram alergia aos componentes da fórmula após a primeira aplicação.

A importância da prevenção: As verrugas, ou condilomas, provocadas pelo Papilomavírus Humano podem surgir em diversas partes do corpo, desde os órgãos genitais até lábios e cordas vocais. Além da prevenção contra as verrugas, a vacina tem o poder de prevenção contra diversos tipos de câncer e de lesões pré-cancerosas, envolvendo o colo do útero, vulva, vagina, ânus, orofaringe ou pênis. A transmissão do HPV se dá principalmente por via sexual ou simplesmente o contato sexual, mesmo sem penetração, sendo considerada uma DST. A infecção também pode ocorrer por via vertical (da mãe para o feto).

A vacinação, portanto, é a forma mais importante e eficaz de evitar esta doença e diversos tipos de câncer por ela ocasionados.

MENINGOCÓCICA C CONJUGADA E MENINGOCÓCICA ACWY CONJUGADA

Também conhecida como Vacina Conjugada Quadrivalente, a Meningocócica ACWY protege contra quatro sorogrupos de meningococos responsáveis pelas doenças meningocócicas: A, C, W e Y.

A vacina Meningocócica C conjugada protege contra a meningite e infecções generalizadas causadas pelo meningococo C.

Quando tomar: As vacinas Meningocócica C conjugada ou quadrivalente ACWY devem ser administradas nos adultos em dose única, quando em situação de risco epidemiológico ou em viagem para áreas de risco. Também são recomendadas quando o adulto estiver com doença que facilite a infecção por meningococos.

Aplicação: Intramuscular.

Contraindicação: Alergia a alguns dos componentes da vacina, ou após a primeira aplicação.

A importância da prevenção: A meningite meningocócica é uma infecção severa e que preocupa bastante os profissionais de saúde. Causada pela bactéria Neisseriameningitidis (meningococo), causa inflamação da membrana que recobre o cérebro e pode provocar infecção generalizada se cair na corrente sanguínea. Existem cinco principais tipos de meningococos: A, B, C, W e Y.

FEBRE AMARELA

A vacina febre amarela é desenvolvida a partir de uma forma atenuada (enfraquecida) do vírus causador da doença. Ela protege contra esta arbovirose (doença transmitida ao homem por um animal vetor - artrópode), comum em regiões próximas a florestas e matas.

Quando tomar: a vacina contra febre amarela deve ser administrada em crianças a partir dos 9 meses, adolescentes e adultos que vivam ou que irão viajar para as áreas de vacinação recomendada ou obrigatória. Alguns países exigem de seus visitantes o comprovante de vacinação contra a febre amarela, que deve ser tomada até 10 dias antes da viagem.

O esquema de vacinação atual exige uma única dose da vacina.

Aplicação: Subcutânea.

Contraindicação: Crianças de até 6 meses de idade e mulheres amamentando crianças de até 6 meses; gestantes (devem analisar os riscos com o médico em áreas de surto); maiores de 60 anos de idade devem avaliar com seu médico o risco do local onde mora ou para onde vai se deslocar); pessoas com histórico de alergia a componentes da fórmula (a vacina contém ovo de galinha e gelatina bovina); pessoas com imunossupressão ou imunodepressão graves; pacientes com câncer e transplantados.

A importância da prevenção: A febre amarela é uma doença infecciosa provocada por um vírus, que é transmitido ao homem pela picada de mosquitos. Existem duas formas de febre amarela: a silvestre e a urbana. A forma silvestre tem os macacos como reservatórios natural do vírus, que ao serem picados pelos mosquitos do gênero Haemagogus e Sabethes, podem transmitir a doença ao picar humanos. Já a forma urbana é transmitida de um indivíduo infectado ao outro por meio da picada do mosquito Aedes aegypti.

Nos dois casos, os sintomas e a progressão da doença são idênticos. O vírus da febre amarela se espalha rapidamente pelo organismo, atingindo fígado, rins, coração, pulmões e mesmo o cérebro. O paciente apresenta icterícia (pele e olhos ficam amarelados), sintoma que originou o nome da doença. Febre, dores de cabeça e musculares, vômito e diarreia são os principais sintomas. Em algumas pessoas, a febre amarela regride sem maiores consequências, mas em outras pode se tornar grave e colocar a vida em risco.

Em 2017, o Brasil passou por um grande surto da forma silvestre da febre amarela, o que fez a área de recomendação da vacina se expandir para boa parte do estado do Rio de Janeiro, a região de Campinas, no estado de São Paulo, e varias outras áreas de nosso país. Antes disso, todos os estados das regiões Norte e Centro-Oeste já faziam parte da área de recomendação de vacinação, além de regiões dos estados do Sul e do Nordeste. Como a dinâmica do vírus da febre amarela pode ser bastante rápida, é aconselhável sempre consultar as regiões onde a vacinação está indicada.

DENGUE

A vacina contra a dengue protege contra os quatro tipos do vírus que provoca a doença (DEN1, DEN2, DEN3 e DEN4). Ela é produzida a partir de versões enfraquecidas (atenuadas) destes quatro tipos. É segura com raras reações após a sua aplicação.

Quando tomar: Esta vacina é indicada para crianças e adolescentes a partir dos 9 anos de idade e adultos até 45 anos de idade. Devem ser administradas três aplicações, com intervalos de seis meses, ou seja, 0, 6 meses e 12 meses.

Aplicação: Subcutânea.

Contraindicação: Gestantes e lactantes, imunodeprimidos e pessoas com alergia aos componentes da fórmula ou à primeira aplicação.

A importância da prevenção: A dengue é transmitida pela picada da fêmea infectada do mosquito Aedes aegypti e causa grande impacto na sociedade brasileira. A cada ano, centenas de milhares de pessoas em todo o país são infectadas por um dos quatro tipos do vírus da dengue. Existem três formas diferentes da dengue se manifestar no organismo, da mais amena até a mais grave: a dengue clássica, a hemorrágica e síndrome do choque associado à dengue.

A dengue clássica provoca sintomas parecidos aos de uma forte gripe, com febre alta, dor de cabeça e prostração. Também podem surgir manchas vermelhas pelo corpo. As crianças podem apresentar ainda vômito e diarreia.

A dengue hemorrágica apresenta sintomas parecidos, mas, a partir do terceiro dia de infecção começam a surgir hemorragias (no nariz, gengiva, vagina e nos vasos sanguíneos da pele). Nos quadros graves, pode ocorrer sangramento no sistema digestivo e na urina.

Já a síndrome do choque associado à dengue é um quadro no qual o paciente apresenta alterações neurológicas, insuficiência hepática e hemorragia digestiva.