VACINAS
CRIANÇAS

  • BCG

BCG

A vacina BCG proporciona a imunização contra a tuberculose. Ela é composta pelo bacilo de Calmette - Guérin (BCG, nome dado em homenagem aos cientistas que a desenvolveram), que é a forma atenuada da bactéria e, portanto não provoca a doença.

Quando tomar: A partir do nascimento, em dose única. Se a criança não foi vacinada ao nascer, recomenda-se vacinar dentro do primeiro mês de vida.

Aplicação: Intradérmica, no braço direito. Esta vacina geralmente deixa uma marquinha característica no local.

Contraindicação: Pessoas imunocomprometidas e recém-nascidos prematuros com menos de 2 kg de peso.

Importância da prevenção: A tuberculose é uma das doenças infectocontagiosas que mais causam mortes no mundo, inclusive no Brasil. Ela é provocada por uma bactéria chamada Mycobacterium tuberculosis, mais conhecida como bacilo de Koch, transmitida por gotículas da respiração, tosses ou espirros. Embora acometa principalmente os pulmões, a tuberculose também pode atingir os rins, os ossos e as meninges (membranas que protegem cérebro e sistema nervoso).

HEPATITE B

A vacina previne a doença Hepatite B, infecção do fígado causada pelo vírus da Hepatite B (VHB). É uma vacina inativada, muito segura e eficaz, raramente causando algum efeito colateral.

Quando tomar: A vacina contra Hepatite B deve ser aplicada em três doses: ao nascer, aos 2 meses e aos 6 meses de idade. Se a criança não a recebeu durante o primeiro ano de vida, esta vacina poderá ser efetuada em qualquer idade, sempre em três doses ( 0-2m- 6m)

Aplicação: Via intramuscular.

Contraindicação: Pessoas que apresentem reação alérgica aos componentes da vacina.

Importância da prevenção: É importante vacinar o bebê logo nas primeiras horas após o nascimento para evitar a hepatite crônica, que pode ocorrer quando as crianças se infectam ao nascer. A Hepatite B, causada pelo VHB, pode comprometer o fígado e evoluir para cirrose hepática ou câncer no órgão. É transmitida pelo sangue, saliva, sêmen e secreções vaginas (por isso também é considerada uma Doença Sexualmente Transmissível).

POLIOMIELITE

A famosa imagem de campanhas de vacinação na qual a criança recebe gotinhas na língua, popularizada pela mascote Zé Gotinha, se deve à vacina oral contra a poliomielite (OPV) conhecida como Sabin – uma homenagem ao cientista Albert Sabin, que a desenvolveu. Esta vacina é composta por vírus vivos atenuados. No Brasil, é aplicada desde 1964, sendo a grande responsável pela erradicação da doença no país. Utiliza-se também a vacina inativada contra a poliomielite (IPV), conhecida como Salk. Esta vacina foi desenvolvida pelo cientista Jonas Salk a partir de vírus inativados. Por ser inativada, esta vacina é mais segura, não havendo risco de provocar qualquer forma da doença, motivo pelo qual hoje damos preferência para o uso da IPV.

Quando tomar: Tanto a vacina Sabin (ou OPV) e a Salk (ou IPV), contra a poliomielite, devem ser tomada em três doses, aos 2 meses, 4 meses e 6 meses. Embora haja compatibilidade entre estas vacinas, recomendamos a aplicação da vacina inativada (IPV) devido a sua maior segurança. Os reforços desta vacina IPV devem ser efetuadas aos 15 meses e entre 4 e 6 anos de idade.

Aplicação: Via oral (Sabin) ou intramuscular (Salk).

Contraindicação: Doenças febris agudas. No caso de crianças com deficiência do sistema imunológico, que tenham ou convivam com pessoas soropositivas (HIV) e para gestantes a vacina oral (OPV) é contraindicada.

Importância da prevenção: Também conhecida como paralisia infantil, a Poliomielite é provocada pelo vírus poliovírus, que é transmitido por via fecal-oral (no contato com as fezes ou com a saliva da pessoa infectada). A paralisia de membros inferiores ocorre quando o poliovírus atinge o sistema nervoso causando lesão dos neurônios motores. Caso atinja os nervos que controlam os movimentos respiratórios ou digestivos, a doença pode levar à morte. A vacinação erradicou a doença em muitos países, mas é importante mantê-la, pois ainda há focos da doença na África e na Ásia.

TRÍPLICE BACTERIANA (DTP/DTP ACELULAR)

A vacina tríplice bacteriana (DTP ou DTP acelular) protege a criança contra três doenças infectocontagiosas provocadas por bactérias e ou suas toxinas: difteria, tétano e coqueluche. A vacina é composta de toxinas inativadas da cepa de difteria e de tétano, bem como de partículas da bactéria inativada causadora da coqueluche, e, portanto, não provoca quaisquer sintomas destas doenças.

Existem duas formulações da vacina tríplice bacteriana: uma contendo a bactéria inativada inteira da coqueluche (DTP) que é a utilizada no sistema público do Brasil e que com maior frequência leva a eventos adversos como febre e reações no local da aplicação. A outra vacina (DTPa), chamada de tríplice acelular, utiliza componentes purificados da bactéria inativada da coqueluche apresentando menor risco de eventos adversos, porém, com a mesma eficácia.

Quando tomar:  Deve ser administrada em três doses, aos 2 meses, 4 meses e 6 meses no primeiro ano de vida. As doses de reforços devem ser efetuadas aos 15 meses e, entre 4 e 6 anos de idade. Doses de reforços com tríplice bacteriana acelular tipo adulta (dTpa) deverão ser realizados aos 15 anos de idade e, posteriormente a cada 10 anos.

Aplicação: Intramuscular.

Contraindicação: Reação alérgica tipo anafilaxia aos componentes da vacina em doses anteriores e / ou crianças que apresentaram reações adversas graves em aplicações anteriores.

Importância da prevenção: A difteria, provocada pela bactéria Corynebacterium diphteriae, é uma doença infectocontagiosa respiratória que atinge a faringe, a laringe e as amídalas. É muito comum na infância, especialmente após gripes e resfriados em crianças não imunizadas. Pode provocar complicações graves, como a inflamação da epiglote, que pode levar ao sufocamento. Arritmia cardíaca e insuficiência renal também podem surgir em casos mais severos da difteria.
O tétano, embora não seja contagioso, é uma perigosa doença infecciosa, causada pela bactéria Clostridium tetani, que atinge o organismo por meio de lesões na pele (cortes, arranhões, mordidas), causadas por plantas ou por objetos, principalmente metais enferrujados ou por animais contaminados. O tétano provoca rigidez muscular e ameaça a vida caso atinja os músculos respiratórios.
Já a coqueluche, também conhecida como tosse comprida ou pertussis, é provocada pela bactéria Bordetella pertussis. É uma doença muito contagiosa, transmitida por saliva e gotículas expelidas pelo doente ao tossir, espirrar ou falar. Após uma fase de tosse com bastante catarro, o paciente passa a exibir acessos de tosse intensa, nos quais fica difícil até mesmo respirar. Por isso, a coqueluche é perigosa em crianças e idosos.

HAEMOPHILUS INFLUENZAE TIPO B

A vacina Haemophilus influenzae tipo b protege contra a bactéria de mesmo nome que provoca doenças graves como meningite bacteriana, epiglotite e septicemia. A vacina é inativada, feita a partir de um componente da cápsula da bactéria, e por isso bastante segura.

Quando tomar: A criança deve receber esta vacina em três doses iniciais, aos 2 meses, 4 meses e aos 6 meses. Deve ser aplicado um reforço aos 15 meses de idade.

Aplicação: Subcutânea ou intramuscular.

Contraindicação: Apresentação de reações alérgicas aos componentes da vacina ou reações adversas importantes em aplicações anteriores.

Importância da prevenção: A meningite é um processo infeccioso que atinge as meninges, membranas que revestem o cérebro, a medula espinhal e o sistema nervoso central. As formas bacterianas da infecção, como a provocada pela Haemophilus influenzae do tipo b, são consideradas mais graves do que as virais. A infecção se espalha velozmente pelo corpo e pode levar à septicemia.

ROTAVÍRUS

A vacina contra o rotavírus imuniza a criança contra grupos virais que provocam gastrenterite aguda, com diarreia e vômitos. Existem dois tipos de vacina à disposição da população infantil: uma contendo um tipo de rotavírus atenuado (monovalente) e outra vacina desenvolvida com cinco tipos (pentavalente) do rotavírus atenuado. Esta última, por apresentar resposta mais específica para cada sorotipo, acredita-se ter uma eficácia superior.

Quando tomar: A vacina com um tipo de rotavírus atenuado deve ser administrada em duas doses (entre 6 e 14 semanas e entre 14 e 24 semanas de vida). Já a apresentação pentavalente deve ser administrada em três doses (entre 6 e 12 semanas, a segunda dose após 2 meses e a última dose da vacina com até 32 semanas de vida).

Aplicação: via oral.

Contraindicação: Crianças com histórico de reações alérgicas graves aos componentes da fórmula ou em aplicações anteriores, crianças com doença gastrintestinal crônica, cirurgia prévia intestinal e, lactentes portadores de imunodepressão.

Importância da prevenção: A gastrenterite aguda, causado pelo rotavírus, tem como principais sintomas, diarreia e vômitos, que podem levar à desidratação. Nos lactentes este quadro infeccioso pode exigir internação hospitalar e colocar a vida em risco. Além do mais, os rotavírus são extremamente contagiosos.

PNEUMOCÓCICAS CONJUGADAS

As vacinas pneumocócicas conjugadas protegem contra dez ou mais tipos de Streptococcus pneumoniae (pneumococo), bactéria responsável por doenças graves, como pneumonia, meningite e septicemia. A vacina pneumocócica conjugada 10 - valente (VPC10) tem em sua formulação dez tipos diferentes da bactéria. A vacina pneumocócica 13-valente (VPC13) é mais completa, com maior espectro de proteção, protegendo contra 13 tipos de pneumococos, todos inativados.

Quando tomar: Tanto a VPC10 quanto a VPC13 devem ser aplicadas em três doses, aos 2 meses, 4 meses e 6 meses de idade. Também é necessário um reforço desta vacina no 15º mês de vida.

Aplicação: intramuscular.

Contraindicação:  Em casos de alergia severa com algum componente da fórmula.

Importância da prevenção: A meningite é um processo infeccioso que atinge as meninges, membranas que revestem o cérebro, a medula espinhal e o sistema nervoso central. As formas bacterianas são consideradas mais graves do que as virais, e os pneumococos são microrganismos que provocam muitos dos casos.

Já as pneumonias são infecções que comprometem o funcionamento dos pulmões, e as formas bacterianas consistem a maioria dos casos.

MENINGOCÓCICA ACWY

Também conhecida como vacina conjugada quadrivalente, a vacina meningocócica ACWY protege contra quatro tipos de meningococos responsáveis pelas doenças meningocócicas: A, C, W e Y. É feita com amostras inativadas da bactéria, portanto não provoca nenhuma das formas da doença.

Quando tomar: A vacina Meningocócica ACWY deve ser aplicada em duas ou três doses (dependendo do laboratório produtor) no primeiro ano de vida: aos 3 meses, 5 meses e 7 meses, além de reforço aos 12 meses de idade. Após, recomenda-se reforço desta vacina entre os 4 e os 6 anos, com novas administrações a cada 5 anos até os 16 anos de idade.

Aplicação: Intramuscular.

Contraindicação: Alergia aos componentes da vacina, ou após a primeira aplicação.

Importância da prevenção: A meningite meningocócica é uma infecção severa e que preocupa bastante os pais e profissionais em saúde. Causada pela bactéria Neisseria meningitidis (meningococo), causa inflamação da membrana que recobre o cérebro e pode provocar infecção generalizada ao se disseminar na corrente sanguínea. São identificados cinco tipos principais de meningococos: A, B, C, W e Y. O tipo C é o mais frequente em nosso país.

MENINGOCÓCICA B

Protege a criança contra as doenças meningocócicas causadas pela bactéria meningococo do tipo B, responsável por cerca de 20% dos casos de meningite em crianças no Brasil. É desenvolvida a partir de uma partícula inativada da bactéria.

Quando tomar: Recomenda-se a imunização contra meningite meningocócica B para lactentes com 3 doses da vacina: aos 3m, 5m e 7 meses de vida. Posteriormente está indicada uma dose de reforço no segundo ano de vida.

Aplicação: Intramuscular.

Contraindicação: Alergia a alguns dos componentes da vacina, ou após a primeira aplicação.

A importância da prevenção: A meningite meningocócica é uma infecção severa e que preocupa bastante os pais e profissionais em saúde. Causada pela bactéria Neisseria meningitidis (meningococo), causa inflamação da membrana que recobre o cérebro e pode provocar infecção generalizada ao se diseminar na corrente sanguínea.

GRIPE(INFLUENZA)

A vacina contra influenza, ou gripe, é formulada a partir de vírus inativados. Existem dois tipos desta vacina: o trivalente, que protege contra duas cepas de vírus A e uma de vírus B, e a quadrivalente, que protege contra duas cepas de vírus A e duas de vírus B.

A cada ano a vacina sofre alterações em sua composição visando proteger contra as cepas de vírus que devem ser mais prevalentes naquele inverno, em cada hemisfério, baseada nas recomendações feitas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Quando tomar: A partir dos 6 meses de vida e repetir anualmente nos meses que antecedem o inverno. As crianças de 6 meses a 9 anos de idade devem receber duas doses, com intervalo de um mês, na primeira vez em que forem vacinadas. Posteriormente, uma única dose anual.

Aplicação: Intramuscular.

Contraindicação: Pessoas com alergia grave a um dos componentes da fórmula ou a aplicações anteriores da vacina.

Importância da prevenção: A influenza, ou gripe, pode provocar sérias complicações – especialmente respiratórias (pneumonia) – em crianças e idosos, além de pacientes portadores de doenças cardíacas, diabetes, obesidade e imunodeficiências. Esta poderosa virose atinge de 5% a 10% da população adulta do mundo a cada ano, e até 20% a 30% das crianças.

TRÍPLICE VIRAL-SCR

A vacina tríplice viral SCR é desenvolvida a partir dos vírus atenuados (ou enfraquecidos) responsáveis por causar as doenças infectocontagiosas sarampo, caxumba e rubéola. Por conter a forma atenuada dos vírus, pode provocar reações como febre e vermelhidão na pele (“rash” cutâneo).

Quando tomar: Devem ser administradas em duas doses, uma aos 12 meses e outra aos 15 a 18 meses de vida.

Aplicação: Subcutânea.

Contraindicação: Gestantes, pessoas com a imunidade comprometida e alérgicos a componentes da fórmula. O ovo de galinha é um destes componentes e, embora não se identifiquem reações graves mesmo em pessoas alérgicas ao ovo, recomenda-se nesses pacientes alérgicos a administração da vacina em ambiente hospitalar capacitado para atendimento a eventuais quadros alérgicos.

Importância da prevenção: o sarampo é uma infecção viral, altamente contagiosa, e pode ser potencialmente grave. A transmissão se dá pelas secreções eliminadas no espirro ou na tosse. Os principais sintomas são a febre e o aparecimento de manchas avermelhadas na pele, além de conjuntivite e muito mal-estar.

A caxumba é também uma doença infectocontagiosa e provoca inflamação das glândulas salivares, que ficam na região do maxilar e do pescoço. Entre as possíveis complicações estão às inflamações de testículos ou ovários, o que pode levar à infertilidade. A caxumba também pode evoluir para pancreatite.

O principal cuidado em relação à rubéola é evitar o contágio em gestantes, uma vez que a forma congênita da doença pode resultar em malformação no feto – como surdez e problemas de visão. A doença é infectocontagiosa e causa manchas avermelhadas no corpo, febre, aumento dos gânglios linfáticos e dores no corpo.

VARICELA (CATAPORA)

A vacina contra a varicela, ou catapora, é feita a partir do vírus enfraquecido e protege contra esta conhecida doença infectocontagiosa.

Quando tomar:  Em duas doses, aos 12 meses e aos 18 meses de idade.

Aplicação: Subcutânea.

Contraindicação: Pessoas com alergia a um dos componentes da fórmula, ou que tiveram alergia após a primeira aplicação. Gestantes também devem evitar esta vacina. Pessoas com o sistema imunológico comprometido devem consultar antes um médico.

Importância da prevenção: Altamente contagiosa, a varicela (ou catapora) é causada pelo vírus Varicela-Zóster que, mesmo após a cura, fica encubado no organismo e pode ressurgir anos depois na forma de outra doença, a Herpes-Zóster. Os primeiros sintomas da varicela são febre alta e mal-estar, e até 48 horas depois surgem manchas na pele que se tornam pequenas bolhas cheias de líquido.

HEPATITE A

Esta vacina protege amplamente contra a hepatite causada pelo vírus da hepatite A (VHA). Desenvolvida na forma inativada do vírus, esta vacina é muito segura e não provoca nenhuma forma da doença.

Quando tomar: Em duas doses, aos 12 e aos 18 meses de vida.

Aplicação: Intramuscular.

Contraindicação: Pessoas que apresentaram alergia a um dos componentes da vacina ou após a primeira aplicação.

A importância da prevenção: As crianças costumam ser mais expostas ao vírus da Hepatite A, uma vez que ele é transmitido via fecal-oral. Muitas vezes, especialmente na infância, a doença é assintomática. Quando aparecem, os sintomas costumam ser cansaço, febre e inapetência, além da icterícia (pele amarelada), com presença de fezes esbranquiçadas e urina escura. Embora seja benigna, pode ocorrer uma doença prolongada ou recorrente durante até 6 meses. Raramente pode evoluir para quadros mais graves, como a hepatite fulminante.

DENGUE

Esta vacina protege contra essa importante virose no Brasil, transmitida pela fêmea do mosquito Aedes egyptiae. Trata-se de uma vacina de vírus vivos atenuados e demonstrou em seus estudos ser bastante segura e eficaz para indivíduos de 9 a 45 anos de idade.

Quando tomar: Em 3 doses com intervalo de 6 meses entre elas.

Aplicação: Intramuscular.

Contraindicação: Pessoas que apresentaram alergia a um dos componentes da vacina ou após a primeira aplicação, gestantes, lactantes e indivíduos com comprometimento de seu sistema imune.

Importância da prevenção: A dengue é um grave problema de saúde pública em nosso país, com mais e um milhão e meio de casos reportados nos últimos anos. Dengue comum e com sinais de alarme, doença hemorrágica e hospitalizações são prevenidas através da vacinação.