ARTIGOS PARA O PÚBLICO | TÉTANO E GRAVIDEZ

Dr. Renato de Ávila Kfouri
Médico Assistente do Centro de Imunização Santa Joana



Antigamente vacinava-se a gestante contra o Tétano com o objetivo principal de proteger o recém-nascido do Tétano Neonatal. Doença extremamente grave conhecida como o “mal dos sete dias”, levava ao óbito muitos recém nascidos por contaminação do cordão umbilical que não era adequadamente tratado.

Com os partos hoje ocorrendo intra-hospitalares, o risco do tétano neonatal tem diminuído muito e utiliza-se hoje a gravidez como uma excelente oportunidade de atualizar o calendário da mulher. A vacina contra o tétano, combinada com a difteria (dupla tipo adulto) se mostrou segura para aplicação em gestantes, não levando à problemas com o feto e a gestação.

No Brasil, especialmente em São Paulo, o Tétano é uma doença ainda de importância, principalmente no adulto e no idoso, já que as crianças têm uma boa cobertura vacinal.

A Difteria tem incidência na mesma faixa etária pelos mesmos motivos descritos e a única forma de prevenção dessas doenças é através da vacinação.

A vacina combinada de Difteria e Tétano - Dupla Adulto (dT) - deve ser aplicada rotineiramente em todos os indivíduos, a cada 10 anos, sob a forma de uma injeção intramuscular. Gestantes que receberam a vacina há mais de cinco anos devem receber uma única dose de reforço entre o sétimo e o oitavo mês da gravidez, desde que já tenha recebido em algum momento da vida o esquema básico de três doses. Quando não há imunização prévia ou se desconhece o estado vacinal da gestante, o esquema é feito com 3 doses de vacina, sendo as duas primeiras aplicadas respectivamente, no 6º e 8º mês de gestação, e a terceira , 2 a 4 meses após o parto, esta dose preferencialmente com a vacina tríplice, que inclui a coqueluche em sua formulação. A vacinação tem alta eficácia com efeitos colaterais desprezíveis.

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