Tira-Dúvidas

Orientações gerais sobre carteira de vacinação e vacinas.

a. A carteira de vacinação é valida em todo território nacional
b. Sempre que for a consulta pediátrica, leve este documento e mostre ao pediatra de seu filho(a).
c. Na carteira de vacinação deve constar a vacina realizada, o número do lote, a data e o nome / rubrica da aplicadora.
d. Não existe contra indicação para vacinação, exceto doenças febris e debilitantes. Neste caso consulte inicialmente o médico – assistente.
e. Sempre que possível evitar atrasar as doses de vacinas.
f. As vacinas não devem ser administradas antes das datas previstas.
g. Existem leis que exigem que o serviço público forneça algumas vacinas.
h. Sempre que houver duvidas sobre o Calendário Vacinal, entre em contato conosco.
i. Recomendamos que procure realizar a administração das vacinas em serviços credenciados e capacitados, evitando administrá-las em locais que não possuem adequada conservação, pois, acarreta má - conservação e inadequada proteção das vacinas.
j. Evite utilizar antitérmicos de maneira preventiva antes da vacinação, pois eles podem interfirir no resultado das vacinas. Só os utilize em casos de dor e / ou febre. Exceção a esta situação, são nos casos da administração da vacina meningocócica B que apresentou febre na realização anterior.
k. Todas as vacinas licenciadas são seguras e eficazes, porém eventualmente podem apresentar falhas e /ou ocasionar efeitos colaterais / adversos. Informe-se a respeito.

Por que devo vacinar meu filho?

A vacinação infantil garante imunização contra um grande grupo de doenças infecciosas, tais como poliomielite, catapora, sarampo, tuberculose, caxumba, rubéola, difteria e muitas outras. Além de imunizar a criança, a vacinação também protege toda a população, uma vez que interrompe a capacidade de contágio em larga escala.

É verdade que vacinas não são tão seguras assim e podem até provocar complicações sérias, como o autismo?

Não há comprovação científica de que algum tipo de vacina provoque autismo ou outras complicações sérias. Ao vacinar a criança, você a protege de ameaças que realmente estão presentes e colabora para que toda a comunidade fique protegida de surtos e epidemias. Doenças perigosas, como poliomielite e sarampo, estão controladas no Brasil graças à vacinação em larga escala.

Devo mesmo vacinar meu filho recém-nascido?

Sim, a vacinação indicada para esta fase da vida é fundamental para proteger a criança. Os bebês recebem das mães, inicialmente via transplacentária ( intra-útero) e, após o nascimento pelo leite materno, a proteção contra doenças que elas já tenham tido ou contra as quais ela tenha se vacinado. Isso ocorre porque os anticorpos da mãe são transmitidos pela placenta e pela amamentação. Porém, a medida em que os recém-nascidos começam a crescer, esta proteção diminui e eles passam a ter de criar seus próprios anticorpos através da imunização. É nesta fase que as crianças pequenas ficam mais vulneráveis a uma série de doenças infecciosas, que podem se apresentar de forma mais grave.
Por isso, a vacinação nos recém-nascidos é importante para que eles já tenham os próprios anticorpos prontos para enfrentar tais infecções.

Quais são as reações adversas que as vacinas podem causar?

Alguns efeitos colaterais leves e transitórios podem ocorrer após a aplicação de algumas vacinas, especialmente as que utilizam microrganismo vivo e atenuado (enfraquecidos). Estas reações podem ser febre baixa, vermelhidão e dor no local da administração da vacina.

As vacinas podem provocar as doenças para as quais elas foram desenvolvidas?

Não. Mesmo as vacinas feitas a partir de microrganismos vivos e atenuados não provocam a doença. O que pode ocorrer é uma leve e transitória reação local e geral.

Do que são feitas e como funcionam as vacinas?

As vacinas são feitas a partir de vírus e / ou bactérias e / ou toxoides bacterianos. Estes componentes são tratados nos laboratórios produtores de modo que percam seu poder de contaminação, mas que continuem estimulando o organismo a produzir anticorpos contra eles. Dependendo da vacina, estes vírus ou bactérias (ou partículas deles) estão mortos, e.g. vacina vírus influenza. Em outras vacinas, estão vivos e atenuados (enfraquecidos), e.g. vacina contra febre amarela e, em outras vacinas utiliza-se apenas o toxóide bacteriano tratado, e.g. vacina contra o tétano.
Ao ser administrada, a vacina estimula o organismo da pessoa a produzir a defesa ( anticorpos) contra a doença, mas sem adoecer. Esta proteção fica “gravada na memória” do sistema imunológico, e quando a pessoa entra em contato com o vírus ou bactéria “de verdade”, já estará protegida.
Algumas vacinas mais modernas são desenvolvidas por engenharia genética, sem o uso de vírus e bactérias causadores das doenças.

Por que algumas vacinas contêm ovo de galinha?

Vacinas que protegem contra vírus são desenvolvidas a partir da multiplicação destes microrganismos em um ambiente propício. Após esta multiplicação, os cientistas retiram os vírus e os deixam seguros para serem aplicados, estimulando a imunização sem provocar a doença. Um destes ambientes propícios é o ovo de galinha.

Qual a vantagem da vacinação em clínicas especializadas?

Para garantirem sua eficácia, as vacinas precisam ser conservadas em temperatura de 2°C a 8°C, de acordo com as especificações do fabricante e as normatizações do Ministério da Saúde. No caso das clínicas Pro Matre e Santa Joana, as vacinas são mantidas em refrigeradores especiais para imunobiológicos, com termômetros especiais e geradores próprios.
Nas clínicas, os médicos e profissionais de saúde são treinados para administrar, orientar e tirar quaisquer dúvidas sobre as vacinas.

Qual a diferença entre as clínicas particulares e os postos de saúde?

Os postos da rede pública oferecem as vacinas aprovadas e recomendadas pelo Ministério da Saúde, mas infelizmente não oferecem a todas as faixas etárias e outras vacinas – já testadas, aprovadas e recomendadas pelas sociedades médicas. Exemplo geral, meningites quadrivalentes (ACWY), meningite B.
Além do mais, as vacinas presentes nas clinicas especializadas geralmente são imunobiológicos (vacinas) de laboratórios de reconhecimento nacional e internacional com gerações mais modernas, práticas e mais seguras.

O que é o Calendário Vacinal?

O Calendário Vacinal é um documento no qual consta a sequência cronológica na qual as vacinas devem ser aplicadas sistematicamente. O objetivo é obter uma imunização adequada da população contra as enfermidades para as quais as vacinas foram desenvolvidas. Deve-se respeitar o número de doses, os intervalos e aplicação simultânea entre as diferentes vacinas do calendário.

Se houver atraso na aplicação de uma nova dose de determinada vacina, devo recomeçar todo o esquema?

Não. Embora os atrasos devam ser evitados, respeitando-se as datas de retorno, as aplicações anteriores são consideradas válidas e não devemos reiniciar o esquema vacinal. O fundamental é completá-lo com as doses suficientes para a adequada proteção. Há um conceito em vacinologia que diz: “Dose aplicada é dose válida”.

Posso adiantar a próxima aplicação de uma vacina?

Não. Os intervalos recomendados existem para garantir a maior eficácia da vacinação, com segurança ao nosso organismo.

As vacinas contêm contraindicações?

As vacinas possuem contraindicações para alguns casos muito específicos. Por exemplo: pessoas que não estejam em condições adequadas de saúde para receber a dose (como os imunodeprimidos), pessoas com idade não recomendada para a vacina, gestante (dependendo da vacina) e pessoas alérgicas a um ou mais componentes da fórmula ou que tenham tido reação alérgica severa na primeira aplicação da mesma vacina (o que é raro). Por isso, antes da adiministração das vacinas os pacientes devem ser avaliadas por um médico que conheça ou se informe sobre o histórico do paciente.

Qual a importância da Carteira de Vacinação?

É pela Carteira de Vacinação que os médicos e profissionais de Saúde podem se orientar sobre como está o esquema vacinal da criança ou adulto. A carteira é válida em todo o território nacional e deve conter a vacina aplicada, o número do lote, a data e o nome/rubrica do profissional que aplicou a dose. Leve sempre a carteira em todas as consultas com o médico pediatra ou ao seu médico – assistente.

Posso dar um antitérmico para o meu filho antes da aplicação da vacina e assim prevenir uma reação febril?

Não, pois eles podem interferir na eficácia da vacina. Converse com o médico sobre como proceder em caso de presença de dor e/ou febre na criança como uma reação à vacina.

Se meu filho está com a vacinação em dia, devo levá-lo às Campanhas Nacionais de Vacinação?

Se a criança está com todas as doses do calendário em dia, não é obrigatório participar da Campanha Nacional de Vacinação. É o caso da poliomielite, por exemplo. Se a carteira de vacinação já apresentar as doses tomadas de acordo com a idade, não é obrigatório levá-la novamente. Porém, se a criança estiver em escolinhas ou creches, recomenda-se a vacinação em campanhas porque as doses adicionais reduzem a circulação do vírus selvagem na comunidade, contribuindo para a proteção aos demais. Em caso de dúvida, consulte o médico.