Anestesia é segura para pacientes com gripe?

Pode Tomar Anestesia No Dente Gripada

No geral, um resfriado, tosse, dor de garganta, ou qualquer problema respiratório podem sim levar ao atraso ou cancelamento de um procedimento. As cirurgias que necessitam de anestesia geral apresentam maior risco de desencadear dificuldades respiratórias no pós operatório.

É seguro realizar procedimentos odontológicos com sintomas de gripe?

A COVID-19 pode se manifestar de forma assintomática ou apresentar sintomas leves a graves, podendo evoluir para uma síndrome respiratória aguda. Os sintomas mais comuns incluem febre acima de 37,8ºC, tosse, falta de ar, dor muscular, fadiga e diarreia. Além disso, é importante estar atento aos sinais que podem surgir antes da manifestação do novo coronavírus. A perda repentina e intensa do olfato e paladar, bem como alterações no estado mental são alguns desses sinais a serem observados.

É possível extrair um dente gripada?

Para evitar problemas no momento da extração do siso, é fundamental cuidar da saúde geral e tomar medidas preventivas. Por exemplo, se você estiver com sintomas gripais ou febre alta próximo à data agendada para a cirurgia, entre em contato com seu dentista ou cirurgião oral para reagendar o procedimento. Essa precaução ajudará a prevenir complicações durante e após a operação.

Além disso, caso você tenha histórico recorrente de herpes labial ou nasal (também conhecido como “frio”), informe ao profissional responsável pela extração do siso antes da cirurgia. Dessa forma, ele poderá prescrever medicamentos antivirais específicos para minimizar os riscos de desenvolver uma crise durante o procedimento.

É importante lembrar que cada pessoa é única e pode ter diferentes condições médicas pré-existentes que podem afetar a realização da extração dos sisos. Portanto, sempre consulte um dentista especializado ou um cirurgião oral antes de marcar sua consulta inicialmente programada.

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Em suma: mantenha-se saudável nos dias anteriores à remoção dos sisos evitando doenças infecciosas como gripe e infecções de garganta. Se você tiver algum problema de saúde, entre em contato com seu dentista para reagendar a cirurgia. E não se esqueça de informar sobre qualquer histórico recorrente de herpes labial ou nasal para que medidas preventivas possam ser tomadas antes do procedimento.

Consultas odontológicas podem ser realizadas mesmo em casos de resfriado

Não é aconselhável que um paciente com suspeita ou confirmação de COVID-19 compareça ao consultório odontológico, devido à facilidade de transmissão da doença. É recomendado adiar o tratamento, se possível. Isso ocorre porque durante o atendimento odontológico são utilizados equipamentos como terminais de alta rotação e aparelhos de ultrassom, que produzem aerossol e podem dispersar partículas contaminadas no ambiente. Portanto, para evitar o risco de contaminação, é importante postergar o tratamento em pacientes suspeitos do coronavírus. Essa orientação é ressaltada pela Dra. Uila.

Além disso, é importante destacar que o indivíduo suspeito ou com sintomas da COVID-19 deve permanecer em isolamento total durante 14 dias. Esse período é geralmente necessário para que o vírus deixe de ser detectado no teste de RT-PCR. Ao adotar as precauções adequadas, é possível proteger as pessoas ao redor e evitar a propagação do vírus.

É possível ir ao dentista com a garganta inflamada?

Quando você está sentindo dor na garganta e no ouvido, é importante buscar ajuda de um dentista para identificar se a causa do desconforto é uma infecção. O profissional poderá avaliar a situação e indicar o tratamento adequado. Em alguns casos, pode ser necessário utilizar medicação específica, como antibióticos, além de outros produtos que ajudam a aliviar a inflamação e reduzir a dor.

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Além dos medicamentos prescritos pelo dentista, existem algumas dicas práticas que podem auxiliar no alívio dos sintomas. Uma opção é fazer gargarejos com água morna e sal. Essa solução ajuda a limpar as bactérias presentes na garganta e pode proporcionar alívio temporário da dor.

Outra alternativa natural bastante utilizada é o spray de própolis. Esse produto possui propriedades antimicrobianas e anti-inflamatórias que podem ajudar no combate às infecções bucais. Basta aplicá-lo diretamente na região afetada seguindo as instruções do fabricante.

Os chás também são conhecidos por suas propriedades terapêuticas para problemas respiratórios. Chás de camomila, hortelã-pimenta ou gengibre podem ser preparados quentes ou frios para serem consumidos ao longo do dia. Eles possuem propriedades calmantes, anti-inflamatórias e analgésicas que contribuem para o alívio da dor na garganta.

É importante ressaltar que essas dicas são apenas medidas paliativas enquanto se aguarda pela consulta com o dentista especializado em casos de infecções orais associadas a dores de garganta e ouvido. O profissional é quem poderá fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento mais adequado para cada situação específica.

6 precauções para evitar o contágio da COVID-19 durante o tratamento odontológico

É importante manter a higiene das mãos através da lavagem frequente e do uso de álcool em gel. Essas práticas são fundamentais para prevenir a propagação de germes e doenças.

É essencial que o profissional higienize as mãos com água e sabonete líquido ou álcool 70% antes e depois de usar máscaras.

Durante o atendimento, é importante promover a sucção contínua da saliva. Se possível, é recomendado trabalhar em equipe com a presença de um auxiliar ou técnico de saúde bucal adequadamente equipado.

Uma medida recomendada antes de uma cirurgia é o uso de enxaguatório bucal pré-operatório. Nesse caso, é indicado utilizar agentes oxidantes como peróxido de hidrogênio a 1% ou povidona a 0,2%, com o objetivo de reduzir a carga viral presente na saliva.

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Quando não for viável realizar o isolamento absoluto, é aconselhável utilizar instrumentos manuais, como curetas de dentina, para remover as cáries e reduzir a produção de aerossol.

Este artigo contou com a participação de: Uila Ramos da Silva – Cirurgiã-Dentista formada pela Universidade Federal de Pernambuco, Ortodontista formada pela Faculdade de Odontologia do Recife CRO-PE: 10.380

Efeitos colaterais da anestesia odontológica

Mesmo que seja possível tomar anestesia no dente gripada, é importante estar ciente de alguns possíveis efeitos colaterais, embora sejam incomuns. Ao utilizar anestesia local durante um procedimento odontológico, existe a possibilidade de ocorrer dormência além da área da gengiva afetada. Por exemplo, pode haver dormência nas pálpebras ou em outras partes do rosto. Essa sensação geralmente desaparece após algumas horas à medida que o efeito da anestesia diminui.

Outro possível efeito colateral é a formação de hematomas. Durante a aplicação da anestesia local, há uma pequena chance de atingir acidentalmente um vaso sanguíneo com a agulha. Isso pode resultar em sangramento interno e na formação de um hematoma na região próxima ao local onde foi feita a aplicação.

É importante ressaltar que esses efeitos colaterais são raros e geralmente não representam riscos graves para a saúde do paciente. No entanto, caso você esteja gripado(a) ou apresente algum sintoma respiratório mais intenso como tosse persistente ou dificuldade para respirar, é recomendável informar seu dentista antes do procedimento ser realizado.

P.S.: É sempre fundamental seguir as orientações do profissional responsável pelo seu tratamento odontológico. Em casos específicos como gripe intensa ou outros problemas respiratórios mais sérios, o dentista poderá avaliar se é seguro realizar o procedimento sob tais condições ou se será necessário adiar o tratamento até que você esteja completamente recuperado(a).