Fotos De Pessoas Com Hepatite C

O texto a seguir foi escrito por Jairo Bouer, especial para a BBC Brasil, de Londres.

As hepatites são doenças que afetam o funcionamento do fígado, sendo o tipo C considerado o mais perigoso e sem vacina disponível.

Até 2030, há a possibilidade de que a hepatite C seja controlada tanto no Brasil quanto globalmente. Essa doença é um dos principais desafios para a saúde pública em todo o mundo, afetando mais de 71 milhões de pessoas (sendo 700 mil delas no Brasil) e resultando em cerca de 400 mil mortes anuais ao redor do planeta.

O motivo principal disso é um grande avanço da medicina: tratamentos com novos antivirais, mais efetivos, de curta duração e com menos efeitos colaterais, têm ganhado escala em diversos países e levado à cura em até 90% dos casos. O Ministério da Saúde universalizou há um mês o acesso a esses novos medicamentos através do Sistema Único de Saúde (SUS), medida que pode ser fundamental para o Brasil alcançar a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de controle da infecção – embora especialista diga que a universalização ainda precisa ocorrer na prática.

Até recentemente, os tratamentos disponíveis para {palavra-chave} eram limitados ao uso combinado de ribavirina e interferon. Esses tratamentos costumavam ser longos, durando até um ano, e vinham com muitos efeitos colaterais. Além disso, as taxas de sucesso eram relativamente baixas, em torno de 50%, e havia o risco de a infecção retornar quando os medicamentos fossem interrompidos.

Os avanços recentes no desenvolvimento de antivirais para o tratamento do HCV têm sido bastante promissores. Os DAAs, ou antivirais de ação direta, são capazes de combater efetivamente o vírus da hepatite C quando usados sozinhos ou em combinação com outros medicamentos. Além disso, esses novos medicamentos têm uma duração de tratamento mais curta, variando entre 8 e 12 semanas.

Outro aspecto positivo desses novos antivirais é sua alta taxa de sucesso no combate à doença hepática causada pelo HCV. Estudos mostraram taxas impressionantes na faixa dos 90% -95%, mesmo em estágios mais avançados da doença.

Essa melhoria nos resultados do tratamento também trouxe esperança para pacientes que antes não eram considerados candidatos a um transplante de fígado. Anteriormente, essas pessoas tinham um alto risco de recorrência da hepatite C após o procedimento cirúrgico. No entanto, com os avanços nos antivirais disponíveis atualmente, suas chances estão sendo reavaliadas pelos profissionais médicos.

Os mais recentes medicamentos antivirais de ação direta (DAAs) estão prometendo ser ainda mais eficazes, simplificando o tratamento e combatendo as infecções causadas por todos os genótipos do vírus da hepatite C. Diferentemente das gerações anteriores, onde era necessário realizar testes genéticos para determinar qual droga deveria ser utilizada contra cada tipo de HCV.

Os medicamentos antivirais de ação direta (DAAs) não só têm o poder de curar as pessoas infectadas com hepatite C, mas também trazem a esperança de reduzir significativamente o risco de transmissão do vírus. Essa perspectiva tem levado os especialistas a considerarem a possibilidade real da eliminação das novas infecções pelo HCV.

De acordo com o professor Hugo Cheinquer, especialista em hepatologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, eliminar o vírus da hepatite C não é o mesmo que erradicá-lo completamente. Para alcançar a erradicação total, seria necessário desenvolver e aplicar uma vacina eficaz em grande parte da população, algo que ainda não existe. No entanto, as metas estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para 2030 visam reduzir significativamente a incidência de novas infecções e diminuir consideravelmente o número de mortes causadas por essa doença. A eliminação até 2030 implica na redução de até 90% das chances de novas infecções e uma queda de aproximadamente 65% nas mortes relacionadas à hepatite C.

Doença silenciosa

Um dos grandes desafios hoje é identificar quem possui a doença, mas desconhece sua condição, já que ela pode permanecer “silenciosa” por décadas. Outra barreira é garantir que o tratamento seja, de fato, acessível para todos os infectados, já que o custo elevado e a logística de distribuição dos medicamentos podem ser limites importantes para os sobrecarregados sistemas de saúde pública dos países em desenvolvimento.

A transmissão do vírus da hepatite C (HCV) ocorre principalmente por meio do contato com sangue infectado. A maioria dos casos de infecção ocorreu em transfusões sanguíneas realizadas antes de 1992, quando ainda não havia testes específicos para detectar o vírus nos bancos de sangue. Além disso, compartilhar agulhas e seringas, especialmente entre usuários de drogas injetáveis, também é uma forma comum de contágio. Em cerca de um terço dos casos, a origem da infecção é desconhecida, podendo estar relacionada à transmissão durante a gestação, relações sexuais desprotegidas ou uso de materiais domésticos ou hospitalares contaminados com sangue.

A maioria das pessoas adquiriu a infecção por meio de transfusões sanguíneas realizadas antes da existência de testes específicos ou ao compartilhar agulhas e seringas.

Aproximadamente 20% das pessoas infectadas conseguem se recuperar sem tratamento, enquanto os outros 80% desenvolvem uma infecção crônica no fígado que pode variar em gravidade e levar até duas décadas para se manifestar. Durante esse período, o vírus desencadeia um processo inflamatório que pode causar danos significativos antes mesmo de ser detectado.

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Em princípio, quanto mais cedo a doença for detectada e tratada, maiores são as chances de cura e menores os impactos na saúde. A enfermidade é atualmente uma das principais causas de insuficiência hepática, cirrose, câncer no fígado e necessidade de transplante do órgão. Cerca de 20% das infecções crônicas evoluem para cirrose e entre 1% a 5% resultam em câncer hepático.

Segundo a OMS, as hepatites virais foram responsáveis pela morte de 1,4 milhão de indivíduos em 2016. Esse número supera o total de óbitos causados por malária, tuberculose e aids.

Nos Estados Unidos, a hepatite C afeta atualmente 4,1 milhões de pessoas, o que é quase quatro vezes mais do que o número de indivíduos infectados pelo HIV, vírus causador da AIDS. Essa doença viral é responsável por um maior número de mortes em comparação com outras infecções e sua incidência está aumentando constantemente, principalmente devido à epidemia relacionada ao uso de drogas opioides.

Pessoas com Hepatite C: retratos da realidade no Brasil

Segundo informações do Ministério da Saúde, estima-se que cerca de 700 mil indivíduos estejam cronicamente infectados pelo vírus HCV. É preocupante constatar que aproximadamente dois terços dessas pessoas desconhecem sua condição de portadores da doença. Entre os anos de 1999 e 2016, foram realizados 319 mil diagnósticos, sendo que aproximadamente 67 mil pacientes já tiveram acesso aos novos tratamentos disponíveis para a hepatite C.

Segundo Cheinquer, aproximadamente 100 mil pessoas estão atualmente aguardando por novos medicamentos no SUS, desconsiderando os casos já tratados e os óbitos ocorridos durante esse período. Além disso, ainda existem outros indivíduos que serão identificados posteriormente. O objetivo é tratar cerca de 600 mil pessoas até 2030, de acordo com a meta estabelecida pela OMS.

No último Congresso Internacional do Fígado, realizado em Paris no início de abril, o Ministério da Saúde apresentou um modelo matemático que demonstra a possibilidade de eliminar a hepatite C no país. O estudo indica que um esforço concentrado a partir de 2018 para aumentar a detecção de casos nas populações mais afetadas e ampliar o acesso aos novos medicamentos pode levar ao alcance dos objetivos estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com Edison Parise, presidente do Instituto Brasileiro do Fígado e da Sociedade Brasileira de Hepatologia, houve uma importante mudança no tratamento da doença hepática no Brasil. Anteriormente, apenas pacientes com estágios avançados de fibrose no fígado (graus 3 e 4) tinham acesso ao tratamento. No entanto, a boa notícia é que esse tratamento agora foi universalizado para todos os pacientes que testam positivo para o vírus, independentemente da gravidade da doença.

Qual órgão é afetado pela hepatite C?

As hepatites virais são um problema sério de saúde que afeta muitas pessoas no Brasil e em todo o mundo. Essa doença é uma infecção que ataca o fígado, podendo causar danos leves, moderados ou graves nesse órgão tão importante para nosso corpo. O preocupante é que na maioria dos casos, as infecções por hepatite não apresentam sintomas visíveis, sendo chamadas de “infecções silenciosas”.

Isso significa que uma pessoa pode estar infectada com hepatite C e nem mesmo saber disso, pois ela não manifesta sinais claros da doença. Isso torna a detecção precoce e o tratamento adequado ainda mais desafiadores. Por isso, é fundamental realizar exames regulares para verificar se há presença do vírus no organismo.

A falta de sintomas também faz com que a transmissão da hepatite seja mais fácil e frequente do que imaginamos. Pessoas infectadas podem transmitir o vírus através do contato direto com sangue contaminado ou compartilhando agulhas ou outros objetos cortantes sem esterilização adequada.

Portanto, é essencial conscientizar sobre os riscos da hepatite C e incentivar a realização de testes regulares para identificar precocemente essa condição. Assim poderemos evitar complicações futuras relacionadas à doença hepática crônica causada pela infecção pelo vírus da hepatite C.

Universalizando a luta contra a Hepatite C: retratos de pessoas afetadas

De acordo com Cheinquer, a universalização do acesso aos medicamentos no Brasil é um avanço significativo. No entanto, ele destaca que existem questões estruturais que podem limitar o uso desses medicamentos. Em algumas regiões do país, por exemplo, pode levar até um ano para conseguir uma consulta com um especialista e ter acesso aos novos tratamentos. Além disso, a lista de espera não considera a gravidade dos casos, o que significa que pacientes em estágios mais avançados da doença muitas vezes não conseguem esperar tanto tempo. Aqueles com recursos financeiros têm a opção de importar os antivirais necessários, mas aqueles sem condições financeiras precisam aguardar. Portanto, é crucial transformar essa universalização em realidade prática e efetiva.

De acordo com o Ministério da Saúde, os medicamentos que já estavam disponíveis estão sendo regularmente distribuídos para as unidades de alto custo. No entanto, aqueles que foram recentemente incorporados ao SUS, conforme o protocolo revisado em 2018, têm um prazo de 180 dias para chegarem às unidades. Para lidar com a demora no atendimento nas regiões com problemas locais, é possível expandir a capacidade por meio da atenção básica e não apenas pelos serviços especializados de assistência.

Identificar os indivíduos que ainda não estão incluídos na lista de espera é outro aspecto importante, de acordo com Parise.

Em todo o mundo, houve uma revisão dos casos suspeitos de hepatite. É evidente que as estimativas anteriores superestimaram o número de pessoas afetadas pela doença. No Brasil, a situação não é diferente. Atualmente, estima-se que 0,5% a 0,6% da população seja portadora da hepatite. Acredita-se que ainda exista um grupo considerável de pacientes por detectar e que esses casos se concentrem principalmente em indivíduos com mais de 40-45 anos, os quais devem ser priorizados nos testes realizados. Além disso, outras populações em risco incluem usuários de drogas injetáveis, detentos e pacientes submetidos à hemodiálise”.

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De acordo com informações do Ministério da Saúde, é necessário realizar cerca de 9,5 milhões de testes rápidos para hepatite C nos próximos anos, além de tratar aproximadamente 50 mil pacientes anualmente.

Uma nova geração de remédios apresenta resultados muito mais eficazes.

Tempo necessário para manifestação dos sintomas da hepatite C

A hepatite C é uma doença que pode levar algum tempo para apresentar sintomas após a exposição ao vírus. Em média, os sintomas começam a aparecer de 6 a 7 semanas depois, mas esse período pode variar entre 2 semanas e até mesmo 6 meses.

Durante o estágio agudo da hepatite C, alguns sintomas podem ser observados. Um dos principais sinais é a febre, que geralmente se manifesta como um aumento na temperatura corporal acima do normal. Essa febre pode ser acompanhada por outros sintomas como fadiga, perda de apetite e dor abdominal.

É importante ressaltar que nem todas as pessoas infectadas com o vírus da hepatite C apresentam sintomas durante o estágio agudo da doença. Algumas pessoas podem ter apenas uma infecção leve ou assintomática, enquanto outras podem desenvolver quadros mais graves. Por isso, é fundamental realizar exames regulares para detectar precocemente essa condição e buscar tratamento adequado caso seja necessário.

Eliminação da Hepatite C no Reino Unido: Um marco histórico?

Em janeiro, o NHS do Reino Unido revelou seu objetivo de eliminar a hepatite C até 2025, antecipando em cinco anos a meta estabelecida pela OMS. Essa iniciativa coloca o país na vanguarda no combate efetivo ao HCV.

Com o objetivo de reduzir os custos dos novos tratamentos antivirais, o NHS convocou os laboratórios responsáveis por sua produção para discutir possíveis medidas. Entre as propostas está a colaboração da indústria farmacêutica na identificação de pacientes em potencial.

Além de tratar, o NHS se preocupa em identificar os portadores do problema, especialmente aqueles que foram infectados há muito tempo e grupos sociais que têm menos acesso aos serviços de saúde, como usuários de drogas. A implementação de testes rápidos (de sangue ou saliva) que possam ser realizados em qualquer lugar e testes de autoaplicação (semelhantes aos usados atualmente para diagnosticar o HIV) poderia aumentar a adesão ao tratamento.

Nos próximos anos, será essencial realizar cerca de 9,5 milhões de testes rápidos para detectar hepatite C no Brasil. Além disso, é fundamental tratar anualmente aproximadamente 50 mil pacientes diagnosticados com essa doença.

Quando a hepatite C se torna um perigo iminente?

A taxa anual de descompensação hepática varia entre 3% e 6%. Após a ocorrência do primeiro episódio de descompensação hepática, há um risco de mortalidade de 15% a 20% nos próximos 12 meses (WESTBROOK, DUSHEIKO, 2014). A hepatite C é considerada uma epidemia global.

É importante entender que a descompensação hepática é um evento grave que pode levar à morte. Portanto, é fundamental estar ciente dos fatores de risco e tomar medidas preventivas para reduzir as chances dessa condição ocorrer.

Existem várias maneiras pelas quais você pode reduzir o risco de descompensação hepática. Uma delas é evitar o consumo excessivo ou abusivo de álcool. O álcool tem um impacto negativo no fígado e pode acelerar sua deterioração em pessoas com hepatite C.

Além disso, manter uma alimentação saudável e equilibrada também ajuda a proteger o fígado. Evitar alimentos processados, gordurosos e ricos em açúcar pode ajudar na saúde geral do órgão.

Outra medida importante é seguir corretamente os tratamentos médicos prescritos para controlar a hepatite C. Existem medicamentos antivirais específicos disponíveis atualmente que podem ajudar na supressão do vírus da hepatite C no organismo.

O exemplo do Egito: Uma análise sobre o país como referência

O Egito, que possui a maior taxa de hepatite C do mundo, implementou um programa abrangente de combate à doença desde 2015. A epidemia no país teve início na década de 1950 após um tratamento em massa para esquistossomose realizado sem o uso adequado de agulhas e seringas esterilizadas.

Estima-se que mais de 1,3 milhão de indivíduos tenham sido completamente curados graças a um programa implementado no Egito. Esse programa incluiu a criação de um site onde pessoas infectadas podem se inscrever para receber tratamento gratuito, negociações com empresas farmacêuticas para reduzir o preço dos antivirais disponíveis e até mesmo a produção local de um desses medicamentos, resultando em uma diminuição significativa do custo total do tratamento – menos de 1% do valor praticado nos países desenvolvidos.

Em 2016, foi alcançado um marco importante na área da saúde: a lista de espera para tratamento foi completamente eliminada. Agora, as autoridades estão empenhadas em identificar cerca de 3 milhões de pessoas que possam estar infectadas pelo vírus, mas ainda não têm conhecimento disso.

Nove países, incluindo Egito, Austrália, França, Geórgia, Alemanha, Islândia, Holanda, Japão e Qatar estão sendo reconhecidos como líderes na implementação de estratégias eficazes no combate à hepatite. Essas nações têm se empenhado para atingir as metas estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) até 2030.

Caso haja uma vontade política unânime e coordenação efetiva entre os diferentes poderes, o Brasil pode vir a fazer parte dessa lista em um futuro próximo.

Jairo Bouer é um profissional com formação em medicina-psiquiatria pela Universidade de São Paulo (USP) e biologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atualmente, ele está cursando mestrado em antropologia evolutiva na University College London (UCL). Jairo colaborou com diversos veículos de mídia no Brasil, como Rede Globo, CBN, Folha de S. Paulo, Estado de São Paulo, Revista Época e UOL. Ele se dedica a escrever em português para o público brasileiro.

Morte do vírus da hepatite C: o que causa?

A hepatite C é uma doença viral que afeta principalmente o fígado. Ela é transmitida através do contato com sangue contaminado, como compartilhamento de agulhas ou materiais cortantes não esterilizados, transfusões sanguíneas antes de 1993 ou relações sexuais desprotegidas com uma pessoa infectada. A maioria das pessoas infectadas pela hepatite C não apresentam sintomas iniciais claros, mas se não for diagnosticada e tratada adequadamente, pode levar a complicações graves como cirrose hepática e câncer de fígado. Por isso, é fundamental realizar exames regulares para detectar precocemente essa doença silenciosa.

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Duração do vírus da hepatite C no corpo

O vírus da hepatite C é conhecido por sua capacidade de sobreviver fora do corpo humano por até 72 horas. Diferentemente das hepatites virais A e E, que são transmitidas principalmente pela via fecal-oral, a hepatite C pode ser transmitida através de relações sexuais desprotegidas, especialmente pelo contato entre a boca e o ânus.

A transmissão da hepatite C ocorre principalmente através do contato com sangue contaminado. Isso pode acontecer em situações como compartilhamento de agulhas ou outros equipamentos para uso de drogas injetáveis, transfusões sanguíneas antes de 1992 (quando os testes para detecção do vírus não eram tão eficazes), procedimentos médicos invasivos sem esterilização adequada dos instrumentos ou tatuagens e piercings realizados em condições não seguras.

No entanto, embora seja menos comum, também é possível contrair o vírus da hepatite C através do sexo desprotegido. O risco aumenta quando há práticas sexuais que envolvem contato direto entre a boca e o ânus. Nesses casos, as chances de transmissão podem ser maiores se houver feridas abertas na região anal ou oral.

É importante ressaltar que nem todas as pessoas infectadas pelo vírus da hepatite C apresentam sintomas imediatamente após a infecção. Muitas vezes, a doença só é diagnosticada anos depois quando já está em um estágio mais avançado. Por isso, é fundamental realizar exames regulares para detectar precocemente qualquer tipo de hepatite viral.

Para prevenir a transmissão da hepatite C, é essencial adotar medidas de precaução, como evitar o compartilhamento de agulhas e outros equipamentos para uso de drogas injetáveis, utilizar preservativos durante as relações sexuais e garantir a esterilização adequada dos instrumentos em procedimentos médicos invasivos ou em estúdios de tatuagem e piercing.

Dor é sentida por quem tem hepatite C?

A hepatite C é uma doença viral que pode se tornar crônica em cerca de 80% dos casos, caso não seja tratada adequadamente. Diferentemente das outras formas de hepatite, a hepatite C não possui vacina disponível atualmente. Isso faz com que seja considerada a mais severa entre os vírus causadores dessa doença.

Uma característica preocupante da hepatite C é o fato de que seus sintomas são pouco frequentes e muitas vezes passam despercebidos. No entanto, quando surgem, podem incluir cansaço excessivo, tontura, enjoo e vômito. Além disso, febre, dor abdominal e pele amarelada são outros sinais possíveis da infecção pelo vírus da hepatite C.

É importante ressaltar também que a urina escura e as fezes claras podem ser indicativos dessa condição. Esses sintomas ocorrem devido ao comprometimento do funcionamento adequado do fígado pela presença do vírus.

P.S.: É fundamental buscar orientação médica caso você apresente algum desses sintomas ou suspeita de ter sido exposto ao vírus da hepatite C. O diagnóstico precoce possibilita um tratamento eficaz para evitar complicações futuras relacionadas à doença hepática crônica.

Transmissão da hepatite C é possível entre pessoas?

O vírus da hepatite C é transmitido principalmente através do contato com sangue contaminado. Por isso, é importante ter cuidado ao compartilhar objetos pessoais que possam estar em contato com sangue, como barbeadores e escovas de dente. Isso porque esses objetos podem conter pequenas quantidades de sangue infectado e facilitar a transmissão do vírus.

Além disso, as pessoas portadoras de hepatite C devem tomar precauções extras para evitar a contaminação de outras pessoas ou até mesmo a reinfecção. É recomendado que elas cubram sempre seus pequenos cortes e ferimentos com curativos adequados, evitando assim o risco de entrar em contato direto com o seu próprio sangue infectado.

Essas medidas simples são importantes para prevenir a disseminação do vírus da hepatite C e proteger tanto as pessoas já diagnosticadas quanto aquelas que ainda não foram expostas ao vírus. A conscientização sobre os modos de transmissão ajuda na redução dos casos dessa doença grave e contribui para uma melhor qualidade de vida das pessoas afetadas pela hepatite C.

Consequências da falta de tratamento para a hepatite C

A Hepatite C (HCV) é uma doença que pode se manifestar de duas formas: aguda ou crônica. No entanto, a forma crônica é a mais comum e também a mais preocupante. A HCV é considerada uma doença silenciosa, pois muitas vezes não apresenta sintomas claros nos estágios iniciais.

De acordo com a dra. Dagmar, especialista no assunto, cerca de 60% a 85% dos pacientes infectados pelo vírus da hepatite C desenvolvem a forma crônica da doença. Isso significa que o vírus permanece no organismo por um longo período de tempo, podendo causar danos progressivos ao fígado.

Um dado alarmante é que aproximadamente 20% dos pacientes com hepatite C evoluem para cirrose hepática, uma condição em que o tecido saudável do fígado é substituído por cicatrizes fibrosas. Essa complicação pode levar à insuficiência hepática e até mesmo à necessidade de transplante de fígado.

Além disso, estudos mostram que entre 1% e 2% dos indivíduos com hepatite C crônica podem desenvolver câncer de fígado (hepatocarcinoma). Esse tipo de câncer tem alta taxa de mortalidade e representa uma das principais complicações associadas à infecção pelo vírus da hepatite C.

P.S.: É importante ressaltar que existem tratamentos disponíveis para combater o vírus da hepatite C e prevenir essas complicações graves. Portanto, caso você suspeite estar infectado ou conheça alguém nessa situação, é fundamental buscar ajuda médica o mais rápido possível. A prevenção e o diagnóstico precoce são essenciais para evitar danos irreversíveis ao fígado.